Gênesis

Primeiro livro da Bíblia onde mostra uma das Grandes Criações de Deus.

Programa Missão Quadrangular

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Capitulo 38 - Judá e Tamar

1.       Por esse tempo Judá se separou dos seus irmãos e foi morar na casa de um homem chamado Hira, que era da cidade de Adulã.
2.       Ali Judá ficou conhecendo a filha de um cananeu chamado Sua. Judá casou com ela,
3.       e ela lhe deu um filho, a quem ele chamou de Er.
4.       Ela ficou grávida outra vez e teve outro filho, a quem ela deu o nome de Onã.
5.       Depois ela teve mais um filho, em quem ela pôs o nome de Selá. Judá estava em Quezibe quando esse menino nasceu.
6.        Judá casou Er, o seu filho mais velho, com uma mulher chamada Tamar.
7.        O SENHOR Deus não gostava da vida perversa que Er levava e por isso o matou.
8.        Então Judá disse a Onã: — Vá e tenha relações com a viúva do seu irmão. Assim, você cumprirá o seu dever de cunhado para que o seu irmão tenha descendentes por meio de você.
9.        Ora, Onã sabia que o filho que nascesse não seria considerado como seu. Por isso, cada vez que tinha relações com a viúva do seu irmão, ele deixava que o esperma caísse no chão para que o seu irmão não tivesse descendentes por meio dele.
10.      O SENHOR ficou desgostoso com o que Onã estava fazendo e o matou também.
11.      Então Judá disse a Tamar, a sua nora: — Volte para a casa do seu pai e continue viúva até que o meu filho Selá fique adulto. Ele disse isso porque tinha medo que Selá fosse morto, como havia acontecido com os seus irmãos. Assim, Tamar foi morar na casa do pai dela.
12.        Passado algum tempo, a mulher de Judá morreu. Quando acabou o luto, Judá foi até Timnate, onde estavam cortando a lã das suas ovelhas. E o seu amigo Hira, de Adulã, foi com ele.
13.        Alguém contou a Tamar que o seu sogro ia a Timnate a fim de cortar a lã das suas ovelhas.
14.        Então ela trocou de roupa, deixando de lado as suas roupas de viúva, cobriu o rosto com um véu e se disfarçou. Em seguida foi e se sentou perto da entrada da cidade de Enaim, que fica no caminho para Timnate. Ela fez isso porque sabia muito bem que Selá já era homem feito, mas Judá não havia mandado que ele casasse com ela.
15.        Quando Judá a viu, pensou que era uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto.
16.        Ele foi falar com ela na beira do caminho, sem saber que era a sua nora. Ele disse: — Você quer ir para a cama comigo? Ela perguntou: — Quanto é que você me paga?
17.        Ele respondeu: — Eu lhe mando um cabrito do meu rebanho. — Está bem — disse ela. — Mas deixe alguma coisa comigo como garantia de que você vai mandar o cabrito.
18.        Judá perguntou: — O que você quer que eu deixe? Ela respondeu: — O seu sinete com o cordão e também o bastão que você tem na mão. Então Judá entregou os objetos. Ele teve relações com ela, e ela ficou grávida.
19.        Tamar voltou para casa, tirou o véu e vestiu as suas roupas de viúva.
20.        Mais tarde Judá mandou o seu amigo Hira levar o cabrito e trazer de volta os objetos que havia deixado com ela, mas Hira não a encontrou.
21.        Ele perguntou aos homens de Enaim se sabiam onde estava a prostituta que costumava ficar na beira da estrada. — Aqui não esteve nenhuma prostituta — foi a resposta deles.
22.        Hira voltou e disse a Judá: — Não encontrei a mulher. E os homens do lugar disseram que ali nunca havia estado nenhuma prostituta.
23.        Então Judá disse: — Pois ela que fique com as minhas coisas. Assim, ninguém vai zombar de nós. Eu mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.
24.        Passados uns três meses, foram dizer a Judá: — A sua nora agiu como prostituta e agora está grávida. Aí Judá disse: — Tragam essa mulher para fora a fim de ser queimada!
25.        Quando a estavam tirando da sua casa, ela mandou dizer ao seu sogro: “Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examine e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão.”
26.        Judá reconheceu as coisas e disse: — Ela tem mais razão do que eu; pois prometi casá-la com o meu filho Selá, mas não cumpri a promessa. E nunca mais teve relações com ela.
27.        Na hora de Tamar dar à luz, descobriram que ia ter gêmeos.
28.        Quando ela estava no trabalho de parto, um dos gêmeos pôs uma das mãos para fora. A parteira pegou uma fita vermelha e amarrou na mão dele. E disse: — Este saiu primeiro.
29.        Mas ele puxou a mão, e o irmão gêmeo nasceu primeiro. Então a parteira disse: — Como você abriu caminho! E puseram nele o nome de Peres.
30.        Depois nasceu o outro, o que estava com a fita vermelha amarrada na mão, e ele recebeu o nome de Zera.

Capitulo 38 – Judá e Tamar

1.      Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira.
2.      Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.
3.      E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.
4.      Tornou a conceber e deu à luz um filho; a este deu a mãe o nome de Onã.
5    Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá; ela estava em Quezibe quando o teve.
6.      Judá, pois, tomou esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar.
7.      Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o SENHOR, pelo que o SENHOR o fez morrer.
8.       Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão.
9.      Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10.      Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.
11.      Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.
12.      No correr do tempo morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, consolado Judá, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13.      E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.
14.      Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher.
15.      Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto.
16.      Então, se dirigiu a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora. Ela respondeu: Que me darás para coabitares comigo?
17.      Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?
18.      Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.
19.      Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez.
20.      Enviou Judá o cabrito, por mão do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher; porém não a encontrou.
21.      Então, perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Enaim? Responderam: Aqui não esteve meretriz nenhuma.
22.      Tendo voltado a Judá, disse: Não a encontrei; e também os homens do lugar me disseram: Aqui não esteve prostituta cultual nenhuma.
23.      Respondeu Judá: Que ela o guarde para si, para que não nos tornemos em opróbrio; mandei-lhe, com efeito, o cabrito, todavia, não a achaste.
24.      Passados quase três meses, foi dito a Judá: Tamar, tua nora, adulterou, pois está grávida. Então, disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.
25.      Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26.      Reconheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.
27.      E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre.
28.      Ao nascerem, um pôs a mão fora, e a parteira, tomando-a, lhe atou um fio encarnado e disse: Este saiu primeiro.
29.      Mas, recolhendo ele a mão, saiu o outro; e ela disse: Como rompeste saída? E lhe chamaram Perez.
30.      Depois, lhe saiu o irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e lhe chamaram Zera.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Capitulo 37 – José e os seus irmãos

1.       Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido.
2.       Esta é a história da família de Jacó. Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.
3.       Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas.
4.       Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.
5.       Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele
6.       porque ele disse assim: — Escutem, que eu vou contar o sonho que tive.
7.       Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.
8.       Então os irmãos perguntaram: — Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós? E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.
9.       Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos. Ele disse assim: — Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.
10.       Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse: — O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?


José é vendido e levado para o Egito

11.       Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.
12.       Um dia os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém.
13.       Então Jacó disse a José: — Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras. — Estou pronto para ir — respondeu José.
14.       Jacó disse: — Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias. Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi. Quando chegou lá,
15.       ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou: — O que você está procurando?
16.       Estou procurando os meus irmãos — respondeu José. — Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?
17.       O homem respondeu: — Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã. Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã.
18.       Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.
19.       Eles disseram: — Lá vem o sonhador!
20.       Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.
21.       Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse: — Não vamos matá-lo.
22.       Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem. Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai.
23.       Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo.
24.       Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco.
25.       E sentaram-se para comer. De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias.
26.       Aí Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte?
27.       Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue. Os irmãos concordaram.
28.       Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.
29.       Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza.
30.       Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse: — O rapaz não está mais lá! E agora o que é que eu vou fazer?
31.       Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José.
32.       Depois levaram a túnica ao pai e disseram: — Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?
33.       Jacó a reconheceu e disse: — Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.
34.       Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho.
35.       Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse: — Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no mundo dos mortos. E continuou de luto por seu filho José.
36.       Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.

Capitulo 37 – José vendido pelos irmãos

1.       Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2.       Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
3.       Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.
4.       Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.
5.       Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.
6.       Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive:
7.       Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu.
8.       Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.
9.       Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim.
10.       Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
11.       Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.
12.       E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém,
13.       perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
14.       Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15.       E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?
16.       Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho?
17.       Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã.
18.       De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.
19.       E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador!
20.       Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos.
21.       Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida.
22.       Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai.
23.       Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.
24.       E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água.
25.       Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
26.       Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
27.       Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.
28.       E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.
29.       Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes.
30.       E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?
31.       Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.
32.       E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.
33.       Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.
34.       Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.
35.       Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.
36.       Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Capitulo 36 – Os descendentes de Esaú

1.       São estes os descendentes de Esaú, também chamado de Edom.
2.       Esaú casou com duas mulheres do país de Canaã, isto é, com Ada, filha de Elom, o heteu; e com Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão, o heveu.
3.       Esaú casou também com Basemate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.
4.       Ada foi mãe de Elifaz, Basemate foi mãe de Reuel,
5.       e Oolibama foi mãe de Jeús, Jalã e Corá. Esses foram os filhos de Esaú que nasceram quando ele estava morando na terra de Canaã.
6.       Depois Esaú foi para outro lugar com as suas mulheres, os seus filhos, as suas filhas e toda a gente da sua casa, separando-se assim do seu irmão Jacó. Esaú levou consigo todas as suas ovelhas e cabras, todo o seu gado e tudo o que havia conseguido no país de Canaã.
7.       Esaú saiu dali porque a terra em que ele e Jacó estavam morando era pequena demais para os dois; eles tinham muito gado e por isso não podiam ficar juntos.
8.       Portanto, Esaú, também chamado de Edom, foi morar na região montanhosa de Seir.
9.       Segue a lista dos descendentes de Esaú, o antepassado dos edomitas, que vivem na região montanhosa de Edom, também chamada de Seir.
10-13. Ada, mulher de Esaú, teve um filho chamado Elifaz; os filhos de Elifaz foram cinco: Temã, Omar, Zefo, Gaetã e Quenaz. Com a sua concubina Timna, Elifaz teve Amaleque. Basemate, outra mulher de Esaú, teve um filho chamado Reuel; e Reuel foi pai de quatro filhos: Naate, Zera, Sama e Miza.
14.       Esaú tinha outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão. Os filhos dela foram Jeús, Jalã e Corá.
15.       Segue a lista das tribos que descendem de Esaú. De Elifaz, o filho mais velho de Esaú, descendem as seguintes tribos: Temã, Omar, Zefo, Quenaz,
16.       Corá, Gaetã e Amaleque. Estes foram descendentes de Ada, mulher de Esaú.
17.       De Reuel descendem as seguintes tribos: Naate, Zera, Sama e Miza. Estes foram descendentes de Basemate, outra mulher de Esaú.
18.       De Esaú com sua outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná, descendem as seguintes tribos: Jeús, Jalã e Corá.
19.       Todas essas tribos são descendentes de Esaú.
20-21. As primeiras tribos que moraram na terra de Edom eram descendentes de Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã, todos eles filhos de Seir, o horeu.
22.       Lotã foi o pai dos grupos de famílias de Hori e de Homã. Lotã tinha uma irmã chamada Timna.
23.       Sobal foi o antepassado dos grupos de famílias de Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.
24.       Zibeão foi pai de dois filhos: Aías e Aná. Este foi o Aná que descobriu as fontes de água quente no deserto, quando estava tomando conta dos jumentos do pai.
25-26. Aná foi o pai de Disom, que foi o pai dos grupos de famílias de Hendã, Esbã, Itrã e Querã. Aná também foi pai de uma filha chamada Oolibama.
27.       Eser foi o pai dos grupos de famílias de Bilã, Zaavã e Acã.
28.       Disã foi o pai dos grupos de famílias de Uz e Arã.
29-30.  São estas, portanto, as tribos dos horeus na terra de Edom: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã.

Os reis de Edom

31-39.   Os seguintes reis governaram a terra de Edom, um depois do outro, no tempo em que Israel ainda não tinha rei: Belá, filho de Beor, da cidade de Dinaba. Jobabe, filho de Zera, de Bosra. Husã, da região de Temã. Hadade, filho de Bedade, da cidade de Avite. Ele derrotou os midianitas numa batalha na terra de Moabe. Samlá, da cidade de Masreca. Saul, de Reobote-do-Rio-Eufrates. Baal-Hanã, filho de Acbor. Hadade, da cidade de Paú (o nome da mulher dele era Meetabel, filha de Matrede e neta de Me-Zaabe).
40-43.   De Esaú vieram as seguintes tribos edomitas: Timna, Alva, Jetete, Oolibama, Elá, Pinom, Quenaz, Temã, Mibsar, Magdiel e Irão. A região em que morava cada uma dessas tribos recebeu o nome da sua tribo.

Capitulo 36 – Os descendentes de Esaú

1.      São estes os descendentes de Esaú, que é Edom.
2.      Esaú tomou por mulheres dentre as filhas de Canaã: Ada, filha de Elom, heteu; Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu;
3.      e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
4.      A Ada de Esaú lhe nasceu Elifaz, a Basemate lhe nasceu Reuel;
5.      e a Oolibama nasceu Jeús, Jalão e Corá; são estes os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.
6.      Levou Esaú suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as pessoas de sua casa, e seu rebanho, e todo o seu gado, e toda propriedade, tudo que havia adquirido na terra de Canaã; e se foi para outra terra, apartando-se de Jacó, seu irmão.
7.      Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.
8.      Então, Esaú, que é Edom, habitou no monte Seir.
9.      Esta é a descendência de Esaú, pai dos edomitas, no monte Seir.
10.      São estes os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.
11.      Os filhos de Elifaz são: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.
12.      Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque; são estes os filhos de Ada, mulher de Esaú.
13.      E os filhos de Reuel são estes: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
14.      E são estes os filhos de Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, mulher de Esaú; e deu a Esaú: Jeús, Jalão e Corá.
15.      São estes os príncipes dos filhos de Esaú; os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú: o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz,
16.      o príncipe Corá, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; são estes os príncipes que nasceram a Elifaz na terra de Edom; são os filhos de Ada.
17.      São estes os filhos de Reuel, filho de Esaú: o príncipe Naate, o príncipe Zerá, o príncipe Samá, o príncipe Mizá; são estes os príncipes que nasceram a Reuel na terra de Edom; são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
18.      São estes os filhos de Oolibama, mulher de Esaú: o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o príncipe Corá; são estes os príncipes que procederam de Oolibama, filha de Aná, mulher de Esaú.
19.      São estes os filhos de Esaú, e esses seus príncipes; ele é Edom.

Descendentes de Seir

20.      São estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná,
21.      Disom, Eser e Disã; são estes os príncipes dos horeus, filhos de Seir na terra de Edom.
22.      Os filhos de Lotã são Hori e Homã; a irmã de Lotã é Timna.
23.      São estes os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.
24.      São estes os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.
25.      São estes os filhos de Aná: Disom e Oolibama, a filha de Aná.
26.      São estes os filhos de Disã: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
27.      São estes os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.
28.      São estes os filhos de Disã: Uz e Arã.
29.      São estes os príncipes dos horeus: o príncipe Lotã, o príncipe Sobal, o príncipe Zibeão, o príncipe Aná,
30.      o príncipe Disom, o príncipe Eser, o príncipe Disã; são estes os príncipes dos horeus, segundo os seus principados na terra de Seir.

Reis e príncipes de Edom

31.      São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que houvesse rei sobre os filhos de Israel.
32.      Em Edom reinou Belá, filho de Beor, e o nome da sua cidade era Dinabá.
33.      Morreu Belá, e, em seu lugar, reinou Jobabe, filho de Zerá, de Bozra.
34.      Morreu Jobabe, e, em seu lugar, reinou Husão, da terra dos temanitas.
35.      Morreu Husão, e, em seu lugar, reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã no campo de Moabe; o nome da sua cidade era Avite.
36.      Morreu Hadade, e, em seu lugar, reinou Samlá, de Masreca.
37.      Morreu Samlá, e, em seu lugar, reinou Saul, de Reobote, junto ao Eufrates.
38.      Morreu Saul, e, em seu lugar, reinou Baal-Hanã, filho de Acbor.
39.      Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor, e, em seu lugar, reinou Hadar; o nome de sua cidade era Paú; e o de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.
40.      São estes os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas famílias, os seus lugares e os seus nomes: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete,
41.      o príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,
42.      o príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,
43.      o príncipe Magdiel e o príncipe Irã; são estes os príncipes de Edom, segundo as suas habitações na terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Capitulo 35 – Jacó erige um altar em Betel

1.      Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão.
2.      Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes;
3.      levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.
4.      Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.
5.      E, tendo eles partido, o terror de Deus invadiu as cidades que lhes eram circunvizinhas, e não perseguiram aos filhos de Jacó.
6.      Assim, chegou Jacó a Luz, chamada Betel, que está na terra de Canaã, ele e todo o povo que com ele estava.
7.      E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus se lhe revelou quando fugia da presença de seu irmão.
8.      Morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho que se chama Alom-Bacute.
9.      Vindo Jacó de Padã-Arã, outra vez lhe apareceu Deus e o abençoou.
10.      Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó. Já não te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome. E lhe chamou Israel.
11.      Disse-lhe mais: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.
12.      A terra que dei a Abraão e a Isaque dar-te-ei a ti e, depois de ti, à tua descendência.
13.      E Deus se retirou dele, elevando-se do lugar onde lhe falara.
14.      Então, Jacó erigiu uma coluna de pedra no lugar onde Deus falara com ele; e derramou sobre ela uma libação e lhe deitou óleo.
15.      Ao lugar onde Deus lhe falara, Jacó lhe chamou Betel.

O nascimento de Benjamim e a morte de Raquel

16.      Partiram de Betel, e, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata, deu à luz Raquel um filho, cujo nascimento lhe foi a ela penoso.
17.      Em meio às dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.
18.      Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim.
19.      Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém.
20.      Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó uma coluna que existe até ao dia de hoje.
21.      Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder.
22.      E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e se deitou com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos de Israel.

Descendentes de Jacó

23.      Rúben, o primogênito de Jacó, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom, filhos de Lia;bb
24.      José e Benjamim, filhos de Raquel;
25.      Dã e Naftali, filhos de Bila, serva de Raquel;
26.      e Gade e Aser, filhos de Zilpa, serva de Lia. São estes os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
27.      Veio Jacó a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.
28.      Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.
29.      Velho e farto de dias, expirou Isaque e morreu, sendo recolhido ao seu povo; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.

Capitulo 35 – Benção em Betel

1.       Deus disse a Jacó: — Apronte-se, vá para Betel e fique morando lá. Em Betel construa um altar e o dedique a mim, o Deus que lhe apareceu quando você estava fugindo do seu irmão Esaú.
2.       Então Jacó disse à sua família e a todos os que estavam com ele: — Joguem fora todas as imagens dos deuses estrangeiros que vocês têm. Purifiquem-se e vistam roupas limpas.
3.       Aprontem-se, que nós vamos para Betel. Ali vou fazer um altar dedicado ao Deus que me ajudou no tempo da minha aflição e que tem estado comigo em todos os lugares por onde tenho andado.
4.       Eles entregaram as imagens dos deuses estrangeiros que tinham e os brincos que usavam nas orelhas. E Jacó enterrou tudo debaixo da árvore sagrada que fica perto de Siquém.
5.       Quando eles foram embora, Deus fez com que os moradores das cidades vizinhas ficassem com um medo terrível, e por isso eles não perseguiram Jacó.
6.       Assim, Jacó e toda a sua gente chegaram a Luz, cidade que também é conhecida pelo nome de Betel e que fica na terra de Canaã.
7.       Ali ele construiu um altar e pôs naquele lugar o nome de “O Deus de Betel” porque ali Deus havia aparecido a ele, quando estava fugindo do seu irmão.
8.       Naquele lugar morreu Débora, a mulher que havia sido babá de Rebeca. Ela foi sepultada debaixo da árvore sagrada que fica ao sul de Betel. E puseram naquele lugar o nome de “Árvore Sagrada das Lágrimas”.
9.       Quando Jacó voltou da Mesopotâmia, Deus lhe apareceu outra vez e o abençoou,
10.       dizendo: “Você se chama Jacó, porém esse não será mais o seu nome; agora o seu nome será Israel.” Assim, Deus pôs nele o nome de Israel.
11.       E disse também: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Tenha muitos filhos e muitos descendentes. Uma nação e muitos povos sairão de você, e entre os seus descendentes haverá reis.
12.       A terra que dei a Abraão e a Isaque darei também a você e depois a darei aos seus descendentes.”
13.       Quando acabou de falar com Jacó, Deus subiu e foi embora daquele lugar.
14.       Então Jacó pegou uma pedra e a colocou como pilar no lugar onde Deus havia falado com ele. Ele a separou para Deus, derramando vinho e azeite em cima.
15.       E pôs naquele lugar o nome de Betel.

A morte de Raquel

16.       Jacó e a sua família saíram de Betel; e, quando estavam chegando perto de Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto. E o parto foi difícil.
17.       Quando as dores estavam no ponto mais forte, a parteira disse: — Não tenha medo; você vai ter outro filho homem.
18.       Porém ela estava morrendo. E, antes de dar o último suspiro, chamou o menino de Benoni. Mas o pai pôs nele o nome de Benjamim.
19.       Assim, Raquel morreu e foi sepultada na beira do caminho de Efrata, que agora se chama Belém.
20.       Jacó pôs sobre a sepultura uma pedra como pilar, e ela marca o lugar da sepultura até hoje.
21.       Depois Jacó saiu dali e armou o seu acampamento do outro lado da torre de Éder.

Os filhos de Jacó

22.       Um dia, quando Jacó estava morando naquele lugar, o seu filho Rúben teve relações com Bila, que era concubina de Jacó. Quando ele soube disso, ficou furioso. Os filhos de Jacó eram doze.
23.       Os que teve com Léia foram Rúben (o filho mais velho de Jacó), Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.
24.       Com Raquel ele teve José e Benjamim.
25.       Com Bila, a escrava de Raquel, ele teve Dã e Naftali.
26.       Com Zilpa, a escrava de Léia, ele teve Gade e Aser. Esses filhos de Jacó nasceram na Mesopotâmia.

A morte de Isaque

27.       Jacó foi morar com Isaque, o seu pai, em Manre, a cidade que também se chama Arba e que fica perto de Hebrom, onde Abraão e Isaque haviam morado.
28.       Aos cento e oitenta anos de idade,
29.       quando já era muito velho, Isaque morreu, indo reunir-se assim com os seus antepassados no mundo dos mortos. E os seus filhos Esaú e Jacó o sepultaram.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Capitulo 34 – Diná e os siquemitas

1.         Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
2.         Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou.
3.         Sua alma se apegou a Diná, filha de Jacó, e amou a jovem, e falou-lhe ao coração.
4.         Então, disse Siquém a Hamor, seu pai: Consegue-me esta jovem para esposa.
5.         Quando soube Jacó que Diná, sua filha, fora violada por Siquém, estavam os seus filhos no campo com o gado; calou-se, pois, até que voltassem.
6.         E saiu Hamor, pai de Siquém, para falar com Jacó.
7.         Vindo os filhos de Jacó do campo e ouvindo o que acontecera, indignaram-se e muito se iraram, pois Siquém praticara um desatino em Israel, violentando a filha de Jacó, o que se não devia fazer.
8.         Disse-lhes Hamor: A alma de meu filho Siquém está enamorada fortemente de vossa filha; peço-vos que lha deis por esposa.
9.         Aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas e tomai as nossas;
10.         habitareis conosco, a terra estará ao vosso dispor; habitai e negociai nela e nela tende possessões.
11.         E o próprio Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: Ache eu mercê diante de vós e vos darei o que determinardes.
12.         Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa.
13.         Então, os filhos de Jacó, por causa de lhes haver Siquém violado a irmã, Diná, responderam com dolo a Siquém e a seu pai Hamor e lhes disseram:
14.         Não podemos fazer isso, dar nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso nos seria ignomínia.
15.         Sob uma única condição permitiremos: que vos torneis como nós, circuncidando-se todo macho entre vós;
16.         então, vos daremos nossas filhas, tomaremos para nós as vossas, habitaremos convosco e seremos um só povo.
17.         Se, porém, não nos ouvirdes e não vos circuncidardes, tomaremos a nossa filha e nos retiraremos embora.
18.         Tais palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho.
19.         Não tardou o jovem em fazer isso, porque amava a filha de Jacó e era o mais honrado de toda a casa de seu pai.
20.         Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade e falaram aos homens da cidade:
21.         Estes homens são pacíficos para conosco; portanto, habitem na terra e negociem nela. A terra é bastante espaçosa para contê-los; recebamos por mulheres a suas filhas e demos-lhes também as nossas.
22.         Somente, porém, consentirão os homens em habitar conosco, tornando-nos um só povo, se todo macho entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados.
23.         O seu gado, as suas possessões e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos, pois, com eles, e habitarão conosco.
24.         E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e todo homem foi circuncidado, dos que saíam pela porta da sua cidade.

A traição de Simeão e Levi

25.         Ao terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos.
26.         Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram.
27.         Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada.
28.         Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade e no campo;
29.         todos os seus bens, e todos os seus meninos, e as suas mulheres levaram cativos e pilharam tudo o que havia nas casas.
30.         Então, disse Jacó a Simeão e a Levi: Vós me afligistes e me fizestes odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferezeus; sendo nós pouca gente, reunir-se-ão contra mim, e serei destruído, eu e minha casa.
31.         Responderam: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?

Capitulo 34 – Dina é desonrada

1.       Certa vez Dina, a filha de Jacó e de Léia, foi fazer uma visita a algumas moças daquele lugar.
2.       Hamor, o heveu, que era chefe daquela região, tinha um filho chamado Siquém. Este viu Dina, pegou-a e a forçou a ter relações com ele.
3.       E ele a achou tão atraente, que se apaixonou por ela e procurou fazer com que ela o amasse.
4.       Depois disse ao seu pai: — Peça esta moça em casamento para mim.
5.       Jacó ficou sabendo que Siquém havia desonrado a sua filha Dina. Porém, como os seus filhos estavam no campo com o gado, não disse nada até que eles voltaram para casa.
6.       Enquanto isso, Hamor, o pai de Siquém, foi falar com Jacó.
7.       Quando os filhos de Jacó chegaram do campo e souberam do caso, ficaram indignados e furiosos, pois Siquém havia feito uma coisa vergonhosa em Israel, desonrando a filha de Jacó. Isso era uma coisa que não se devia fazer.
8.       Mas Hamor lhes disse: — O meu filho Siquém está apaixonado pela filha de vocês. Eu peço que vocês deixem que ela case com ele.
9.       Fiquemos parentes; nós casaremos com as filhas de vocês, e vocês casarão com as nossas.
10.       Fiquem aqui com a gente, morando na nossa região. Comprem terras onde quiserem e façam negócios por aqui.
11.       Depois Siquém disse ao pai e aos irmãos de Dina: — Façam este favor para mim, e eu lhes darei o que quiserem.
12.       Peçam os presentes que quiserem e digam quanto querem que eu pague pela moça, mas deixem que ela case comigo.
13.       Como Siquém havia desonrado a irmã deles, os filhos de Jacó foram falsos na resposta que deram a ele e ao seu pai Hamor.
14.       Eles disseram assim: — Não podemos deixar que a nossa irmã case com um homem que não tenha sido circuncidado, pois isso seria uma vergonha para nós.
15.       Só podemos aceitar com esta condição: que vocês fiquem como nós, quer dizer, que todos os seus homens sejam circuncidados.
16.       Aí, sim, vocês poderão casar com as nossas filhas, e nós casaremos com as filhas de vocês. Nós viveremos no meio de vocês, e seremos todos um povo só.
17.       Mas, se vocês não aceitarem a nossa condição e não quiserem ser circuncidados, nós iremos embora e levaremos a nossa irmã.
18.       Hamor e o seu filho Siquém concordaram com a condição.
19.       Sem perda de tempo, o moço foi circuncidado, pois estava apaixonado pela filha de Jacó. E Siquém era a pessoa mais respeitada na família do seu pai.
20.       Depois Hamor e o seu filho Siquém foram até o portão da cidade, onde eram tratados os negócios, e disseram aos moradores da cidade:
21.       — Essa gente é amiga. Vamos deixar que eles fiquem morando e negociando aqui, pois há terras que chegam para eles. Nós poderemos casar com as filhas deles, e eles poderão casar com as nossas.
22.       Mas eles só concordam em viver entre nós e se tornar um só povo com a gente se aceitarmos esta condição: todos os nossos homens precisam ser circuncidados, como eles são.
23.       E será que não ficaremos com todo o gado deles e com tudo o que eles têm? É só aceitarmos a condição, e eles ficarão morando entre nós.
24.       Todos os homens maiores de idade concordaram com Hamor e com o seu filho Siquém e foram circuncidados.
25.       Três dias depois, quando os homens sentiam fortes dores, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Dina, pegaram as suas espadas, entraram na cidade sem ninguém notar e mataram todos os homens.
26.       E Hamor e Siquém também foram mortos. Em seguida Simeão e Levi tiraram Dina da casa de Siquém e saíram.
27.       Depois da matança os outros filhos de Jacó roubaram as coisas de valor que havia na cidade para se vingar da desonra da sua irmã.
28.       Eles levaram as ovelhas e as cabras, o gado, os jumentos e tudo o que havia na cidade e no campo.
29.       Tiraram das casas todas as coisas de valor e levaram como prisioneiras as mulheres e as crianças.
30.       Então Jacó disse a Simeão e a Levi: — Vocês me puseram numa situação difícil. Agora os cananeus, os perizeus e todos os moradores destas terras vão ficar com ódio de mim. Eu não tenho muitos homens. Se eles se ajuntarem e me atacarem, a minha família inteira será morta.
31.       Mas eles responderam: — Nós não podíamos deixar que a nossa irmã fosse tratada como uma prostituta.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Capitulo 33 – Jacó se encontra com Esaú

1.       Quando Jacó viu que Esaú vinha chegando com os seus quatrocentos homens, dividiu os seus filhos em grupos, que ficaram com Léia, com Raquel e com as duas escravas.
2.       As escravas e os seus filhos ficaram na frente, depois Léia com os seus filhos e por último Raquel e José.
3.       Depois Jacó passou e ficou na frente; sete vezes ele se ajoelhou e encostou o rosto no chão, até que chegou perto de Esaú.
4.       Porém Esaú saiu correndo ao encontro de Jacó e o abraçou; ele pôs os braços em volta do seu pescoço e o beijou. E os dois choraram.
5.       Quando Esaú olhou em volta e viu as mulheres e as crianças, perguntou: — Quem são esses que estão com você? — São os filhos que Deus, na sua bondade, deu a este seu criado — respondeu Jacó.
6.       Então as escravas e os seus filhos chegaram perto de Esaú e se curvaram na frente dele.
7.       Depois vieram Léia e os seus filhos e também se curvaram. Por último José e Raquel vieram e se curvaram.
8.       Depois Esaú perguntou: — E o que são aqueles grupos que encontrei pelo caminho? Jacó respondeu: — Por meio deles pensei em ganhar a boa vontade do senhor.
9.       Aí Esaú disse: — Eu já tenho bastante, meu irmão; fique com o que é seu.
10.       Mas Jacó insistiu: — Não recuse. Se é que mereço um favor seu, aceite o meu presente. Para mim, ver o seu rosto é como ver o rosto de Deus, pois o senhor me recebeu tão bem.
11.       Por favor, aceite este presente que eu trouxe para o senhor. Deus tem sido bom para mim e me tem dado tudo o que preciso. E Jacó insistiu até que Esaú aceitou.
12.       Então Esaú disse: — Bem, vamos embora; eu vou na frente.
13.       Jacó respondeu: — Meu patrão, o senhor sabe que as crianças são fracas, e eu tenho de pensar nas ovelhas e vacas com crias. Se forem forçados a andar depressa demais, nem que seja por um dia só, todos os animais poderão morrer.
14.       É melhor que o meu patrão vá na frente deste seu criado. Eu vou atrás devagar, conforme o passo dos animais e dos meninos, até que chegue a Edom, onde o senhor mora.
15.       Esaú disse: — Então deixe que alguns dos meus empregados fiquem com você para acompanhá-lo. Jacó respondeu: — Não é preciso. Eu só quero conquistar a amizade do meu patrão.
16.       Naquele dia Esaú voltou pelo mesmo caminho para a região de Edom.
17.       Jacó, por sua vez, foi para Sucote. Ali construiu uma casa para si e abrigos para o gado. Por isso puseram naquele lugar o nome de Sucote.
18.       Assim, Jacó voltou da Mesopotâmia para Canaã; ele chegou são e salvo à cidade de Siquém e armou o seu acampamento ali perto.
19.       Por cem barras de prata comprou terras dos filhos de Hamor, o pai de Siquém, e nelas armou o seu acampamento.
20.       Ali ele construiu um altar e pôs nele o nome de El, o Deus de Israel.

Capitulo 33 – O encontro de Esaú e Jacó

1.       Levantando Jacó os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens. Então, passou os filhos a Lia, a Raquel e às duas servas.
2.       Pôs as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos atrás deles e Raquel e José por últimos.
3.       E ele mesmo, adiantando-se, prostrou-se à terra sete vezes, até aproximar-se de seu irmão.
4.       Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram.
5.       Daí, levantando os olhos, viu as mulheres e os meninos e disse: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos com que Deus agraciou a teu servo.
6.       Então, se aproximaram as servas, elas e seus filhos, e se prostraram.
7.       Chegaram também Lia e seus filhos e se prostraram; por último chegaram José e Raquel e se prostraram.
8.       Perguntou Esaú: Qual é o teu propósito com todos esses bandos que encontrei? Respondeu Jacó: Para lograr mercê na presença de meu senhor.
9.       Então, disse Esaú: Eu tenho muitos bens, meu irmão; guarda o que tens.
10.       Mas Jacó insistiu: Não recuses; se logrei mercê diante de ti, peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim.
11.       Peço-te, pois, recebe o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido generoso para comigo, e tenho fartura. E instou com ele, até que o aceitou.
12.       Disse Esaú: Partamos e caminhemos; eu seguirei junto de ti.
13.       Porém Jacó lhe disse: Meu senhor sabe que estes meninos são tenros, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forçadas a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos.
14.       Passe meu senhor adiante de seu servo; eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente e no passo dos meninos, até chegar a meu senhor, em Seir.
15.       Respondeu Esaú: Então, permite que eu deixe contigo da gente que está comigo. Disse Jacó: Para quê? Basta que eu alcance mercê aos olhos de meu senhor.
16.       Assim, voltou Esaú aquele dia a Seir, pelo caminho por onde viera.
17.       E Jacó partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez palhoças para o seu gado; por isso, o lugar se chamou Sucote.

Jacó chega a Siquém

18.       Voltando de Padã-Arã, chegou Jacó são e salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã; e armou a sua tenda junto da cidade.
19.       A parte do campo, onde armara a sua tenda, ele a comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.
20.       E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Capitulo 32 – Jacó faz planos para o encontro com Esaú

1.      Jacó estava continuando a sua viagem quando alguns anjos de Deus foram encontrar-se com ele.
2.      Quando Jacó os viu, disse: — Este é o acampamento de Deus. Por isso pôs naquele lugar o nome de Maanaim.
3.      Jacó mandou mensageiros para a região de Seir, também chamada de Edom, a fim de se encontrarem com Esaú
4.      e lhe darem esta mensagem: “Eu, Jacó, estou às suas ordens para servi-lo. Durante todo esse tempo morei com Labão.
5.      Tenho gado, jumentos, ovelhas, cabras, escravos e escravas. Estou mandando este recado ao senhor, esperando ser bem recebido.”
6.      Os mensageiros voltaram e disseram: — Estivemos com Esaú, o seu irmão. Ele já vem vindo para se encontrar com o senhor. E vem com quatrocentos homens.
7.      Quando Jacó ouviu isso, teve muito medo e ficou preocupado. Então dividiu em dois grupos a gente que estava com ele e também as ovelhas, as cabras, o gado e os camelos.
8.      Ele pensou que, se Esaú viesse e atacasse um grupo, o outro poderia escapar.
9.      Depois Jacó fez esta oração: — Ouve-me, ó SENHOR, Deus do meu avô Abraão e de Isaque, o meu pai! Tu me mandaste voltar para a minha terra e para os meus parentes, prometendo que tudo correria bem para mim.
10.      Eu, teu servo, não mereço toda a bondade e fidelidade com que me tens tratado. Quando atravessei o rio Jordão, eu tinha apenas um bastão e agora estou voltando com estes dois grupos de pessoas e animais.
11.      Ó SENHOR, eu te peço que me salves do meu irmão Esaú. Tenho medo de que ele venha e me mate e também as mulheres e as crianças.
12.      Lembra que prometeste que tudo me correria bem e que os meus descendentes seriam como a areia da praia, tantos que ninguém poderia contar.
13.      Naquela noite Jacó dormiu ali. Depois ele escolheu alguns dos seus animais para dar de presente a Esaú.
14.      Escolheu duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15.      trinta camelas com as suas crias, que ainda mamavam, quarenta vacas e dez touros, e vinte jumentas e dez jumentos.
16.      Jacó dividiu esses animais em grupos e pôs um empregado para tomar conta de cada grupo. E deu esta ordem: — Vocês vão na frente, deixando um espaço entre os grupos.
17.      Jacó disse ao primeiro empregado: — Quando o meu irmão Esaú se encontrar com você, ele vai perguntar: “Quem é o seu patrão? Aonde você vai? E de quem são esses animais que você vai levando?”
18.      Então responda assim: “Estes animais são do seu criado Jacó. São um presente que ele está enviando ao seu patrão Esaú. E ele também vem vindo aí atrás.”
19.      Também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os outros que tomavam conta dos grupos, Jacó disse: — Quando vocês se encontrarem com Esaú, digam a mesma coisa.
20.      E não esqueçam de dizer isto: “O seu criado Jacó vem vindo aí atrás.” É que Jacó estava pensando assim: “Vou acalmar Esaú com os presentes que irão na minha frente. E, quando nos encontrarmos, talvez ele me perdoe.”
21.      Desse modo Jacó mandou os presentes na frente e passou aquela noite no acampamento.

A luta de Jacó em Peniel

22.      Naquela mesma noite Jacó se levantou e atravessou o rio Jaboque, levando consigo as suas duas mulheres, as suas duas concubinas e os seus onze filhos.
23.      Depois que as pessoas passaram, Jacó fez com que também passasse tudo o que era seu;
24.      mas ele ficou para trás, sozinho. Aí veio um homem que lutou com ele até o dia amanhecer.
25.      Quando o homem viu que não podia vencer, deu um golpe na junta da coxa de Jacó, de modo que ela ficou fora do lugar.
26.      Então o homem disse: — Solte-me, pois já está amanhecendo. — Não solto enquanto o senhor não me abençoar — respondeu Jacó.
27.      Aí o homem perguntou: — Como você se chama? — Jacó — respondeu ele.
28.      Então o homem disse: — O seu nome não será mais Jacó. Você lutou com Deus e com os homens e venceu; por isso o seu nome será Israel.
29.      — Agora diga-me o seu nome — pediu Jacó. O homem respondeu: — Por que você quer saber o meu nome? E ali ele abençoou Jacó.
30.      Então Jacó disse: — Eu vi Deus face a face, mas ainda estou vivo. Por isso ele pôs naquele lugar o nome de Peniel.
31.      O sol nasceu quando Jacó estava saindo de Peniel, e ele ia mancando por causa do golpe que havia levado na coxa.
32.      Até hoje os descendentes de Israel não comem o músculo que fica na junta da coxa, pois foi nessa parte do corpo que ele recebeu o golpe.

Programa Missão Quadrangular 01/02/13 Sexta-feira

Ouça o Programa Missão Quadrangular pela Rádio Esperança 1390 AM
18H às 18:30H(Tarde)
De Segunda à Domingo

Capitulo 32

1.       Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus lhe saíram a encontrá-lo.
2.       Quando os viu, disse: Este é o acampamento de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim.

Jacó reconcilia-se com Esaú 

3.       Então, Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom,
4.       e lhes ordenou: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer isto: Como peregrino morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora.
5.       Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; mando comunicá-lo a meu senhor, para lograr mercê à sua presença.
6.       Voltaram os mensageiros a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com ele.
7.       Então, Jacó teve medo e se perturbou; dividiu em dois bandos o povo que com ele estava, e os rebanhos, e os bois, e os camelos.
8.       Pois disse: Se vier Esaú a um bando e o ferir, o outro bando escapará.
9.       E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem;
10.       sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos.
11.       Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos.
12.       E disseste: Certamente eu te farei bem e dar-te-ei a descendência como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar.
13.       E, tendo passado ali aquela noite, separou do que tinha um presente para seu irmão Esaú:
14.       duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros;
15.       trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros; vinte jumentas e dez jumentinhos.
16.       Entregou-os às mãos dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse aos servos: Passai adiante de mim e deixai espaço entre rebanho e rebanho.
17.       Ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante de ti?
18.       Responderás: São de teu servo Jacó; é presente que ele envia a meu senhor Esaú; e eis que ele mesmo vem vindo atrás de nós.
19.       Ordenou também ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham conduzindo os rebanhos: Falareis desta maneira a Esaú, quando vos encontrardes com ele.
20.       Direis assim: Eis que o teu servo Jacó vem vindo atrás de nós. Porque dizia consigo mesmo: Eu o aplacarei com o presente que me antecede, depois o verei; porventura me aceitará a presença.
21.       Assim, passou o presente para diante dele; ele, porém, ficou aquela noite no acampamento.

Jacó luta com Deus e transpõe o vau de Jaboque 

22.       Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque.
23.       Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia,
24.       ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia.
25.       Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem.
26.       Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares.
27.       Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.
28.       Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
29.       Tornou Jacó: Dize, rogo-te, como te chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali.
30.       Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva.
31.       Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa.
32.       Por isso, os filhos de Israel não comem, até hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque o homem tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.